segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Adoção da tecnologia 4G no Brasil fica abaixo do esperado pela Anatel

Adoção da tecnologia 4G no Brasil fica abaixo do esperado pela Anatel 



















No primeiro semestre de 2013, a tecnologia 4G chegou oficialmente, focada no acesso mais rápido de dados pela rede celular. A ideia era de que as seis cidades-sede da Copa das Confederações fossem os primeiros municípios a receberem a tecnologia, ofertada pela Claro, Oi, TIM e Vivo. Agora, com o ano se despedindo de todos, surgem as informações de que as estimativas em relação ao número de usuários da tecnologia ficou bem abaixo do esperado.
Quando o acesso 4G chegou ao Brasil, o plano da Anatel era de que, até o final de 2013, aproximadamente 4 milhões de usuários migrassem para a tecnologia. Empresas de telefonia afirmaram que a marca era impossível de ser alcançada e a expectativa caiu para 1 milhão de usuários. Estamos na segunda metade de dezembro e nem esse número foi atingido.
Um dos pontos levantados sobre a baixa adesão à tecnologia é a necessidade de um novo aparelho que suporte 4G. Atualmente, smartphones que suportam a tecnologia têm preço elevado, custando valores a partir de R$ 1.000.
De acordo com o Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), a expansão da tecnologia necessitaria de mais 10 mil antenas, sendo que o país conta com 60 mil. Em entrevista ao UOL, o presidente da AET (Associação dos Engenheiros de Telecomunicações), Ruy Bottesi, disse que essa afirmação é uma “boa desculpa” para acobertar a falta de investimento das telefônicas.
“O 4G não avança porque as próprias operadoras não injetam o volume de investimento necessário para a expansão do sistema”, diz Bottesi. Para o especialista, isso acontece devido ao fato de que a tecnologia 3G ainda está em alta no Brasil e sendo mais usada graças à queda de preços de aparelhos compatíveis com a conexão.

Expansão para a Copa do Mundo pode ter sido um equívoco


Bottesi também comenta o fato de os planos de expansão da tecnologia 4G estarem atrelados à organização da Copa do Mundo de Futebol. De acordo com o especialista, os estrangeiros que virão ao país utilizarão aparelhos celulares que suportam uma frequência diferente de 4G da usada no Brasil. Por causa disso, o número de usuários não aumentará e a rede ficará “abandonada”.
Acredita-se que uma solução para o problema seria uma licitação da faixa de 700 MHz, utilizada em 47 países, como os Estados Unidos, e que requer investimento menor para ser instalada. A nova faixa de conexão também seria uma mão na roda para os consumidores, já que ficaria mais fácil e barato adquirir aparelhos importados que suportam esse tipo de 4G.

Fonte: UOL

2 comentários:

Em 2020 em SP, RJ, DF, MG, etc.. né?
Porque aqui na bahia só deve chegar lá pra 2050 kkkkkk
Aqui em ilhéus nem 3g pega, quanto mais 4g kkkkkk

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